O que fazer em Curitiba
Decidir o que fazer em Curitiba é descobrir uma capital que virou referência em urbanismo, parques bem cuidados e uma cena cultural temperada pela imigração europeia. A cidade é arejada, organizada e fácil de circular a pé ou de ônibus. Um aviso de quem já foi: Curitiba é uma das capitais mais frias do Brasil, então jogue um casaco na mala mesmo no verão, porque a temperatura cai rápido ao anoitecer.
Por que Curitiba merece a sua visita
Capital do Paraná, Curitiba é conhecida pelo planejamento urbano que serviu de modelo para outras cidades e por espalhar áreas verdes em quase todo bairro. Em poucos dias dá para juntar natureza, museus, gastronomia de imigrante e um bate-volta de tirar o fôlego pela Serra do Mar. Antes de fechar a mala, alinhe alguns pontos:
- Clima: manhãs de neblina e frio no inverno. Leve casaco, blusa de frio e um guarda-chuva, já que a garoa aparece sem avisar.
- Como circular: o transporte público é eficiente e o centro é plano, bom para caminhar entre um ponto e outro.
- Quando ir: qualquer época funciona, mas a primavera deixa os parques floridos e o clima mais ameno.
Se a viagem ainda está no papel, vale conferir nossas dicas para uma viagem de ônibus confortável antes de embarcar.
O que fazer em Curitiba: parques e jardins
Os parques são o cartão de visita da cidade e a melhor forma de entender por que Curitiba é tão verde. Comece pelos clássicos:
- Jardim Botânico: a estufa de vidro em estilo art nouveau é o cenário mais fotografado da cidade, cercada por canteiros geométricos inspirados nos jardins franceses.
- Ópera de Arame: um teatro de estrutura tubular com teto transparente, erguido dentro de uma antiga pedreira e rodeado por um lago. Vá de dia e volte no fim de tarde, vale pelas duas luzes.
- Parque Tanguá: outra pedreira transformada, agora em mirante, com cascata, jardins e um túnel escavado na rocha. A vista da cidade lá do alto é das melhores.
- Bosque Alemão: homenagem aos imigrantes, com a Trilha João e Maria e o Oratório Bach no ponto mais alto.
- Parque Barigui: enorme, com lago, pista de caminhada e capivaras soltas que viraram quase um mascote dos curitibanos.
Museus e cultura para todos os gostos
Quem gosta de arte e arquitetura tem prato cheio, e boa parte dos passeios cabe no orçamento. Anote os destaques:
- Museu Oscar Niemeyer (MON): apelidado de "Museu do Olho" por causa do anexo em formato de olho desenhado por Niemeyer, reúne artes visuais, design e arquitetura em salas amplas.
- Largo da Ordem e Centro Histórico: ruas de paralelepípedo, igrejas antigas e bares charmosos. Aos domingos acontece a feira de artesanato, ótima para garimpar lembranças e comer na rua.
- Praça Tiradentes: ponto de partida de vários roteiros e endereço da Catedral, bom lugar para começar a caminhada pelo centro velho.
Se você curte história e arte de rua, separe uma manhã inteira só para o Largo da Ordem.
Centro, calçadão e Mercado Municipal
O coração de Curitiba foi feito para andar a pé. Concentre as compras e o comércio popular nesta região:
- Rua XV de Novembro: o calçadão apelidado de Rua das Flores foi a primeira via exclusiva para pedestres do país. Tem floriculturas, livrarias e o desenho de rostos no piso que virou marca da cidade.
- Mercado Municipal: ótimo para provar queijos, vinhos, doces e produtos coloniais, com um setor orgânico bem servido e cafés escondidos pelos corredores.
- Rua 24 Horas: galeria coberta com lojas e lanchonetes, parada certeira para um café quando o frio aperta.
Linha Turismo: o jeito fácil de rodar a cidade
Se o tempo é curto, a Linha Turismo resolve. É um ônibus especial que liga os principais pontos turísticos em um único roteiro circular:
- Passa por mais de vinte atrativos, do Jardim Botânico ao MON, do Parque Tanguá à Ópera de Arame.
- Com um único bilhete você pode desembarcar e reembarcar algumas vezes ao longo do dia, no seu ritmo.
- Os carros têm visual diferente e informações sobre cada parada, perfeito para quem visita pela primeira vez.
Onde comer: a herança dos imigrantes
A mesa curitibana conta a história das levas de imigrantes que chegaram ao Paraná. Para comer bem, mire nestas opções:
- Cozinha polonesa e ucraniana: peça pierogi, a massa recheada e cozida que é a estrela dessa influência, presente em restaurantes espalhados pela cidade.
- Cozinha italiana: o bairro de Santa Felicidade é o reduto das cantinas, com massas à vontade, galeto e polenta.
- Bares e vida noturna: a Praça da Espanha e o Batel concentram bares animados, cervejarias e o melhor da noite curitibana.
Bate-volta imperdível: Morretes e a Serra do Mar
Reserve um dia para descer a serra rumo a Morretes, um dos passeios mais bonitos do Sul do Brasil. São duas experiências em uma só:
- Trem da Serra do Mar: o trajeto cruza túneis, viadutos e mata atlântica preservada, com paradas em mirantes voltados para vales e cachoeiras.
- Barreado: o prato típico de Morretes é uma carne cozida lentamente em panela de barro, servida com farinha de mandioca e banana.
- Como chegar: além do trem, há ônibus saindo de Curitiba até Morretes e Paranaguá, a opção mais barata para o bate-volta.
Depois de explorar a capital, muita gente aproveita o pique para seguir viagem pelo Sul. Combina bem com a rota de Curitiba a Florianópolis de ônibus rumo às praias, ou com outras cidades do Paraná, como em o que fazer em Maringá. Para a viagem render, vale consultar as rotas e preços e montar o roteiro com calma.
Agora que você já tem na mão o que fazer em Curitiba, do Jardim Botânico ao barreado de Morretes, é só escolher as datas e embarcar. Na Expresso Nordeste, viver é viajar, e a próxima boa história começa na poltrona.
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